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Como manter crianças e adolescentes participativos na fonoterapia?

Igualmente incrível e desafiador, esse público às vezes requer certo malabarismo para continuar engajado na terapia.

Dentre o público mais comum nos consultórios de fonoaudiologia pelo país, as crianças e adolescentes geralmente são cheias de personalidade e sabem muito bem o que querem.

Essas características, por si só, podem representar o papel de grandes aliados na terapia, ao mesmo tempo em que, se não reconhecidas à tempo, podem tornar-se grandes complicadores. De mais a mais, quem nunca escutou antes, durante e após a sessão reclamações como:

“- Isso é chato”;
“- Não vou fazer isso”;
“- Não quero mais vir”;
“- Não preciso disso”...

São várias as situações durante o processo terapêutico que nos fazem questionar o nosso atendimento. Mas não se preocupe e não se deixe desestimular por esses pequenos acontecimentos, isso só reforça a importância do nosso trabalho como terapeutas.

Hoje, trouxemos algumas dicas que irão te ajudar nesse processo e que também fará com que o seu paciente te veja com outros olhos. 😉

Conheça os interesses do seu paciente

No seu primeiro contato com o paciente, que provavelmente será no dia da realização da anamnese, é importante conhecê-lo melhor, muito além do formulário padrão.

Tente questionar sobre:

  • O que ele(a) gosta de fazer;
  • Livros, séries ou filmes preferidos;
  • Quais as matérias na escola/faculdade que mais gosta (e as que não gosta)...

Estes, claro, são só alguns dos questionamentos que devem te ajudar a entender melhor a personalidade do seu novo paciente. Lembrando que, a participação na terapia é algo que se conquista. Sem conhecer o seu paciente, as chances de sucesso nessa empreitada são muito menores.

Aumento gradativo de dificuldade

Este é um ponto super importante principalmente dentre os pequenos. Não inicie o atendimento com atividades que você sabe que serão difíceis para o paciente realizar, isso vai desmotivá-lo na primeira sessão.

Traga inicialmente atividades de nível básico e, com o passar do tempo, passe para alternativas mais elaboradas e complexas.

Mas fique atento: Por outro lado, esta pode ser uma estratégia interessante com pacientes que gostam de enfrentar desafios!

Mostre os seus resultados no decorrer das sessões

Evidencie para o paciente e para sua família (quando necessário) a evolução durante as sessões. O reforço positivo é um importante estímulo nas realizações das tarefas, tanto na terapia como nas atividades orientadas para casa.

Tome cuidado apenas para não exagerar na dose (lembra do overjustification effect que já discutimos por aqui?).

Reforce a realização das atividades em casa

Reforce quantas vezes for necessário a importância da realização das atividades enviadas para casa e não deixe de cobrar do paciente e da família.

Bom, agora é com você! Se você costuma aplicar outras estratégias, não deixe de compartilhar com a gente, ok?